Google, Apple, Facebook e Microsoft juntos contra o fim do programa de conjuje imigrantes no EUA

by - janeiro 19, 2018

Apple e outras empresas se juntam para tentar evitar o término do programa americano que beneficia cônjuges de imigrantes



Depois das várias medidas tomadas pela administração do presidente americano Donald Trump contra imigrantes no país, Apple, Microsoft, Google, Facebook e tantas outras empresas se juntaram mais uma vez, agora em favor dos cônjuges dos seus empregados.

Em 2015, sob a administração do ex-presidente Barack Obama, um programa dava autorização de trabalho aos cônjuges de imigrantes altamente qualificados, que estavam em um processo de residência permanente. Antes do programa, os cônjuges (em maioria, mulheres) não podiam trabalhar.

O Recode contou que, por temer o término desse programa na administração de Trump, as grandes empresas (muitas de tecnologia, que empregam vários imigrantes cujos cônjuges se beneficiam do programa) enviaram uma carta para a atual administração, destacando que “os cônjuges estão prontos para trabalhar a fim de sustentar suas famílias, contribuir com suas comunidades pagando impostos e utilizar suas habilidades para ajudar a economia dos Estados Unidos a crescer”.

Caso o programa tenha fim, isso terá uma avalanche de prejuízos, pois afetará a família dos trabalhadores estrangeiros, que podem até repensar se desejam continuar trabalhando nos EUA, e isso obviamente prejudicaria as grandes empresas nas quais trabalham, contribuindo para a perda em todo o mercado de trabalho que, por fim, afetará a economia do país.

Na carta, as empresas explicam que dão oportunidade para os trabalhadores americanos, porém não podem ignorar aqueles que poderiam contribuir bastante com o trabalho, mas que não são cidadãos do país:
Representamos empregadores comprometidos com o crescimento da economia dos EUA e criando empregos para trabalhadores americanos. No entanto, não podemos alcançar esses objetivos, a menos que as empresas possam recrutar e reter funcionários mais qualificados.
Não é a primeira vez que grandes empresas tentam impedir que algumas medidas sejam tomadas em relação aos imigrantes; assim foi com o banimento deles de países cuja população é, em sua maioria, muçulmana, e também com o programa de jovens imigrantes. E, tal como ocorreu nesses casos, as empresas esperam que sua carta tenha um efeito positivo. Se, de fato, isso acontecerá, somente saberemos com o tempo.

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