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ROUGE 15 anos depois, o que mudou na vida das meninas?




Uma história de 15 anos atrás repassada em 15 dias. Aline Wirley, de 35 anos; Luciana Andrade, de 39; Lissah Martins, de 33; Fantine Thó, de 38; e Karin Hils, também de 38, tiveram só duas semanas para ensaiar freneticamente — cerca de 12 horas por dia —, retomando coreografias e realinhando vozes. O desafio é reviver o Rouge, grupo que foi um estouro entre os anos 2002 e 2006, criado no reality “PopStar”, do SBT. Na próxima sexta-feira (dia 13) e no sábado (14), elas reestreiam no Vivo Rio, na festa “Chá da Alice”, com hits como “Ragatanga”, “Não dá pra resistir”, “Beijo molhado” e “Blá blá blá”.

Entrar no ritmo em tão pouco tempo está sendo punk. Engordei 25kg na gravidez e só perdi metade até então. Não tenho o mesmo pique, agora meu corpinho é de mamãe (risos) — brinca Lissah, que antes assinava Patrícia, mas prefere ser chamada de Li: — Essa reunião foi culpa da Antonella (sua filha, de 3 meses). O “Programa do Gugu” me fez uma surpresa, quando ela nasceu, e trouxe Fantine, da Holanda, e Aline, do Rio, para me visitarem em São Paulo. Causou um auê!

Desde que o Rouge se desfez, as cinco recebem mensagens de fãs saudosos, pedindo um revival.

— A qualquer lugar que eu vá, encontro gente apaixonada. As pessoas estão excitadas, emocionadíssimas com essa volta — conta Karin, que tem se desdobrado entre as gravações da reta final da novela “Carinha de anjo”, do SBT, em que vive Irmã Fabiana, e os ensaios: — Só não posso pirar nem ficar doente!

Aline conta que o grupo acabou junto com o contrato que assinaram com a gravadora Sony e a RGB Entertainment:

— Não foi por briga, embora sejamos mulheres com opinões diferentes, sim. Mas sempre conversamos e nos entendemos bem. Acontece que tínhamos necessidade de seguir nossas vidas, vivenciar outras experiências, e decidimos encerrar os trabalhos. Na verdade, acabou, mas não acabou, porque permanecemos amigas-irmãs nesse tempo todo.

Luciana saiu do grupo antes da separação, em 2004. E não foi por conta de estresse com o excesso de trabalho, como muito se divulgou por aí...

— Nunca tive problema com isso. Amava gravar, estar no palco, lidar com os fãs... Cansei foi de brigar pelo nosso valor com empresários que não nos tratavam com tanto carinho — esclarece a mineira, contando que agora elas mesmas cuidam da própria carreira: — Como Anitta, sabe? Por enquanto, estamos indo muito bem. Ainda não sabemos se este será um reencontro pontual ou definitivo, vivemos um dia de cada vez. Temos esse dois shows no Rio e um em São Paulo, em novembro. E os convites têm surgido aos montes.

Caso o projeto vingue, Fantine vai precisar se dividir entre Brasil e Holanda.
— Vivo lá há dez anos, desde que minha filha (Christine) nasceu. O pai dela é holandês, não acho uma boa ideia privá-la dessa convivência com ele. Talvez, eu fique na ponte aérea, ou me mude para cá de volta — adianta ela, feliz em re-estreiar numa festa frequentada pelo público LGBT: — É uma honra! O Rouge sempre representou a diversidade, da racial à musical. Sempre fui vista como a mais masculina do grupo, muitos até achavam que eu era gay. E a maioria dos nossos fãs é, com muito orgulho.

O Rouge no auges, em 2003
O Rouge no auges, em 2003 Foto: Reprodução
O que elas viveram longe do grupo

Aline Wirley
De Cachoeira Paulista (SP). Lançou um CD solo de samba, em 2009, e participou de musicais como “Hairspray”, “Hair” e “Tim Maia: vale tudo”. Casou-se com o ator Igor Rickli, com quem teve Antônio, de 3 anos.

Fantine Thó
De Barra do Garças (MT). Ao lado de seu irmão, Jonathan, e alguns amigos, fundou a banda de rock Thó. Quando engravidou do sonoplasta holandês Nick Van Balen, os dois se mudaram para a Holanda, onde teve sua filha, Christine, de 10 anos. Lá, passou a fazer shows de indie-pop em barzinhos. Fez parte do reality musical “The Voice of Holland”, onde ficou um tempo até ser eliminada. Hoje, é instrutora de ioga e adotou o nome budista Atma Mutriba.

Karin Hils
De Paracambi (RJ). Participou de musicais, da novela “Aquele beijo” e das séries “Pé na cova” e “Sexo e as nega”, na Globo. Está no ar em “Carinha de anjo”, do SBT, interpretando a freira Irmã Fabiana.

Li Martins
De Rolândia (PR). Dedicou-se aos musicais, atuando em peças de renome, como “Miss Saigon”, a versão da Broadway de “A Bela e a Fera”, “Jekyll & Hyde — O Médico e o Monstro” e “O Fantasma da Máscara”. Em 2015, participou de “A fazenda”, onde conheceu o modelo JP Mantovani, com quem teve Antonella, de 3 meses.

Lu Andrade
De Varginha (MG). Cantou nas bandas de Negra Li e Sérgio Britto. Em 2007, foi convidada para ser repórter do “Show total”, da TVA, e no ano passado, do “Estúdio acesso cultural”, programa online. É instrutora de canto no Conservatório Souza Lima, em São Paulo.


Fonte: Jornal Extra

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