O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou esta semana a criação da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) no Brasil. Isto significa que, se você não estiver com sua carteira de motorista de papel em mãos, poderá usar a eletrônica guardada no iPhone.

Portar a CNH quando dirige é algo obrigatório, com multa e apreensão do veículo caso você seja pego quando esquecer a carteira em casa. Por isso, a CNH-e é uma ótima notícia, pois você terá ela sempre em mãos, junto com o celular.

Ela terá o mesmo valor legal que o exemplar impresso, pelo menos em fiscalizações de trânsito. “Com isso, quem esquece a CNH em casa não estará sujeito a multa e pontos na carteira. Basta apresentar o documento digital”, diz o ministro das Cidades, Bruno Araújo.

A CNH digital terá também um QR Code (a exemplo da carteira impressa) que permitirá que a leitura de todos os dados seja feita de forma rápida pelos agentes.

Mas a emissão da CNH-e não será automática. Quem estiver interessado terá que se cadastrar no site do Denatran ou comparecer a um posto do Detran para confirmar seu email com o uso de um certificado digital. Não ficou claro, mas geralmente estes certificados são de responsabilidade do próprio cidadão, que deve pagar uma taxa anual para ter o seu. Ou seja, haverá um custo para se ter uma versão digital da carteira.

Por causa de toda a burocracia para a segurança digital, a carteira só poderá ser instalada em um único smartphone. Caso ele seja roubado, o bloqueio da CHN-e poderá ser feito no site do Denatran. Infelizmente, a solução brasileira não segue a mesma linha do Reino Unido, que investiu no aplicativo Wallet para o documento, podendo ser sincronizado pelo iCloud (o que evitaria o cancelamento do documento em caso de roubo ou troca de aparelho).

A novidade começa a valer a partir de fevereiro de 2018.