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Questão de Gênero


O MUNDO PROMETE SER NEUTRO


LOJAS ESTÃO ABOLINDO OS SETORES POR GÊNEROS, UM NOVO ESTILO UNISSEX VEM GANHANDO FORÇA NAS PASSARELAS E TEM PAÍS QUE CRIOU UM PRONOME PESSOAL PARA QUEM NÃO QUER SER NEM ELE NEM ELA


A jornalista Carol Patrocinio matriculou o filho Chico, 5, numa escola que considera "democrática". Para ela, isso significa um espaço no qual não haja divisão de brinquedos e atividades entre meninos e meninas, por exemplo. Carol deseja para seu filho um ambiente que reflita a igualdade de gênero.

"Quando o Chico chegou [na escola nova], ele estava com uma mochila da Monster High [franquia infanto-juvenil de bonecas] e aí uma menina perguntou para a tutora por que ele estava com uma mochila de menina", conta Carol. Afuncionária pensou um pouco e perguntou se a garota gostava de jogar futebol. "Gosto", ela respondeu. "E futebol é coisa de menino?", questionou. A menina respondeu que não. "Então por que Monster High é coisa de menina? Aí a criança falou 'ah, é verdade', saiu e foi seguir a vida", completa.

A experiência do Chico é uma maneira de falar sobre gênero na escola. Mas é importante ficar claro: defender essa neutralidade não quer dizer abolir o sexo feminino e masculino nem a orientação sexual. Os gêneros sempre existirão, há um fator biológico envolvido, e a orientação do desejo sexual não é algo que se ensina. A ideia é diminuir a separação entre as coisas "de menino" e "de menina".

Isso vale para brinquedos, roupas, atividades, esportes e profissões. Ou seja, para a vida. "Temos uma sociedade em que sexo e gênero são realmente importantes para as pessoas, então acredito que vamos continuar nos identificando como mulher ou homem. Isso, contudo, não deveria fazer diferença no modo como nos tratamos", afirma Carrie Paechter, professora do departamento de educação da Universidade de Londres.

                                                                    

Um comentário:

  1. Gostei do blog, esse é um assunto polêmico, sou contra radicalismos e acho isso meio radical. Não se muda a estrutura de um idioma de uma hora para outra. Parece o caso de uma famosa poetisa brasileira que queria ser chamada de poeta (no masculino) por acreditar que tal palavra no masculino tinha mais valor. :/ vejo mais vaidade do que boa intenção nesse tipo de discussão. O respeito e a tolerância surgem de exemplos e não da imposição.

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