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Após reclusão, Adele lança álbum nesta sexta; saiba o que esperar

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    Foto usada na capa do novo álbum de Adele, "25", que será lançado nesta sexta (20)
    Foto usada na capa do novo álbum de Adele, "25", que será lançado nesta sexta (20)
O burburinho crescente nas redes sociais nas últimas semanas não nega. Após quase quatro anos distante dos holofotes, Adele está volta –e tem tudo para continuar sentada no topo do mundo.
A britânica que assombrou a indústria fonográfica em 2011 com o álbum "21", já na casa de 30 milhões de cópias no mundo, anunciou uma inesperada pausa na carreira no início do ano seguinte, assim que descobriu estar grávida do primeiro filho, Angelo, fruto do relacionamento com o empresário Simon Konecki.
No mundo volátil do showbiz, no qual tudo parece ter prazo de validade diminuto, os 45 meses em que esteve de "licença" deveriam sinalizar o início de um fim precoce. Ou ao menos um indício de declínio na carreira. Nada disso. Ninguém esqueceu Adele.
"Hello", música que apresentou em videoclipe no fim de outubro, bateu recorde de visualizações no YouTube: 27 milhões nas primeiras 24 horas. Na plataforma "Vevo", foram 100 milhões de "views" em apenas cinco dias. A segunda faixa divulgada, "When We Were Young", partiu pelo mesmo caminho. Adele retornou como um raio às paradas.
Mas, fenômeno à parte, o que esperar do novo álbum "25", que será lançado nesta sexta (25)? Provavelmente, um caprichado e competente "mais do mesmo". A julgar pelos trechos vazados nesta semana, as novas canções não trazem grandes rupturas em relação às de "21", o mais vendido no mundo neste novo milênio.
O que se ouve nas prévias que circulam na internet são vocais chorosos e arranjos grandiosos, bem variados, com coros, pianos, cordas e até certa propensão aos beats do pop contemporâneo. O direcionamento está sob a batuta de uma nova escalação de produtores, que inclui, entre outros, o requisitado Danger Mouse.
As letras seguem estritamente emocionais. É a marca de Adele. Ela fala de solidão, amargura, relacionamentos desastrosos, os insistentes fantasmas do passado. Se o nascimento do filho a fez repensar a vida e carreira, chegando a ameaçar uma nova turnê mundial, ela continua caprichando na "sofrência" à inglesa.
Em entrevista à revista britânica "i-D", Adele descreveu seu novo trabalho como uma tentativa de "limpar o passado". Algo próximo de um exorcismo emocional. Como se tudo o que fora expurgado em "21" não tivesse sido bastante. Compreensível. Afinal, ela tinha só 21 anos quando o gravou.
"Agora eu sou uma mamãe que tem muita coisa na cabeça. Eu tenho que limpar um monte de coisas que me prejudicam, o que é terapêutico, porque eu tenho a capacidade de guardar rancor. A vida é muito mais fácil quando você não acumula seu passado."  
Necessidade de repetir "21", dono de sete Grammys e uma penca de outros prêmios? Adele dá de ombros. "Eu não estou sendo arrogante. Nem ingênua. Algumas pessoas com quem conversei disseram: 'Você vai vender pelo menos metade do que vendeu com o anterior'", disse a cantora em entrevista ao jornal "The Guardian".
"Mas é impossível fazer suposições. Ele pode vender 100 mil cópias."
                                                   

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