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O que são os alimentos integrais e quais são?


Com a onda das dietas e da alimentação saudável, ficou cada dia mais comum no nosso vocabulário a palavra "integral". Para a maioria é aquele arroz mais "marronzinho" ou a farinha de trigo com aspecto de "sujinha". Alguns já entendem que todo alimento em seu estado natural é integral, então todos os grãos não-refinados, os feijões, os vegetais e as castanhas já entram nessa categoria.
Mas uma alimentação integral e verdadeiramente natural vai muito além disso. Afinal de contas, a palavra "integral" significa "inteiro, total, completo". Então vamos pensar em um vegetal como a beterraba, por exemplo. Quando compramos no supermercado, vemos aquela raiz redondinha e já achamos que estamos comendo a beterraba integral, certo? Mas nos esquecemos do restante da planta! A beterraba é composta, além da raiz, de caules e folhas, tudo comestível e muito saboroso.
Então, onde vai parar as outras partes da planta? Infelizmente desperdiçamos muitos alimentos nutritivos e gostosos porque não temos o costume ou a cultura de utilizá-los, ou porque essas partes não resistem ao transporte e à refrigeração.
Vamos ainda além e pensar nos animais que consumimos. Existem dois grandes preconceitos que têm nos impedido de estender esse conceito de alimentação saudável integral: carnes de vísceras são "coisas nojentas" e "de pobre" e pele e gordura engordam e causam doenças cardíacas. Quanta gente faz omelete só de claras, tira a pele do frango e nunca comeu fígado ou ossos de boi ou peixe por essas razões? Quando, na verdade, cada parte do animal pode ser uma excelente fonte de nutrição exatamente para esses mesmo órgãos do corpo humano.

FOME INTERMITENTE É SINAL DE ALIMENTAÇÃO POBRE EM NUTRIENTES

Além disso, quando não consumimos o alimento integralmente criamos um desbalanceamento no organismo, que vai tentar contrabalançar a falta desse nutriente - que deveria estar associado aos desejos por comidas - e até mesmo incentivar o aparecimento de doenças. Muitas vezes, fome que não passa nunca é sinônimo de desnutrição por uma alimentação pobre em diversidade de alimentos não-integrais e com consumo frequente de industrializados.
"Muitas vezes, fome que não passa nunca é sinônimo de desnutrição por uma alimentação pobre em diversidade de alimentos não-integrais e com consumo frequente de industrializados."
E pare para pensar no desperdício de comida e de dinheiro que é criado porque não estamos aproveitando integralmente os alimentos, seja por uma questão de logística, de apelo de mercado ou por mero desconhecimento de que nossa saúde pode se beneficiar muito mais apenas com essa mudança de atitude.
Veja 3 formas de você incluir mais alimentos integrais no seu dia a dia, lembrando que investir em orgânicos e biodinâmicos é sempre a melhor pedida:
  • 1
    Frequente mais a feira e invista nos alimentos com todas as suas partes. As folhas e os caules da cenoura e da beterraba podem ser usados em um caldo caseiro, junto com sua raiz. Consuma os alimentos com casca e sementes, como as maçãs e as abóboras. Corte os caules mais fibrosos das folhas, como couve e espinafre, e use-os em farofas e refogados.
  • 2
    Caso você consuma produtos animais, os ossos de frango, boi, peixe e as cascas de crustáceos rendem um bom caldo, que é uma das melhores fontes de minerais para nosso organismo e que beneficia, claro, nossos ossos. As vísceras podem virar cozidos muito saborosos e até um patê de fígado. Ao invés de ficar preso nas calorias da pele do frango, da gordura da carne ou da gema do ovo, saiba que a gordura saturada é absolutamente necessária para a saúde cardíaca e do cérebro. Lembrando que seremos saudáveis comendo animais que foram criados de forma natural, sem antibióticos ou hormônios, com uma alimentação diversificada.
  • 3
    Cozinhe mais. Comer diariamente em restaurantes, padarias e lanchonetes e abusar dos industrializados (até mesmo aqueles que contêm grãos integrais) diminui drasticamente a possibilidade de um cardápio mais integral. Uma alimentação saudável consiste em comer integrais de 70 a 80% do tempo. Portanto, é na cozinha que temos o maior poder de mudar nossa saúde para melhor, começando por usar cada vez mais alimentos integrais.

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